Só uma pausa

para comentar sobre algo que está mexendo com a opinião do mundo inteiro:

#prayforjapan
(Como eles conseguem? Como a espécie humana conseguiu evoluir tanto no oriente ao ponto de existirem pessoas tão resistentes emocionalmente a desastres? O chão treme engolindo o asfalto e derrubando a cidade. Como se não fosse suficiente, uma onda gigantesca passa como um rodo, arrastando todo tipo de entulho, casas e carros. Sem falar dos barcos e navios ancorados no porto. Quando o mar se acalma, voltando para o seu lugar, nos deparamos com carros em telhados, casas em trilhos de trens. É indefinido o número de desaparecidos. E diante da ruína do leste japonês, a população mantém a ordem sem revoltas ou saqueamentos do que restou. Os japoneses esperam por notícias e assistem ao desastre guardando todas as emoções com a paciência oriental que seus ancestrais lhes ensinaram.
Enquantos estamos aqui reclamando de nossas vidas mais ou menos, eles não encaram nossos desastres como algo realmente sério. E entre nós aqui, o povo da rua, quando acontece alguma catastrofe no Japão, é A catástrofe. Quando é guerra, não encaram fuzis, mas bombas atômicas jamis vistas antes. Quando é natural, não encaram somente o maior terremoto já ocorrido no país, mas também um tsunami avassalador.
Que Deus abençoe esses samurais.)

Branco, branco, branco

É calmo como o azul, frio como o cinza.
Instigante como o vermelho, alegre como o amarelo.
Sóbrio como o roxo, pacífico como o verde.
Brilhante como o dourado, fosco como o bege.
Retrô como o marrom, chamativo como o laranja.
Calado como o preto, misterioso como a noite.
Claro como o dia, fresco como a brisa.
Vazio como estas palavras,
Porém cheio de cores como meus sonhos.
Branco, branco, branco.

Se dizem que eles não prestam,

Por que precisamos tanto de um homem ao nosso lado?


Seria hipocrisia feminina alegar que vive bem sozinha, ou somente orgulho? 
Minha geração está sendo educada e disciplinada para ser totalmente independente, de um jeito que as feministas do século passado nunca imaginaram que poderiam ser. Estudamos nos mesmos colégios que eles, disputamos competições acadêmicas de igual para igual e entramos em faculdades com objetivos iguais ao deles - ser realizada profissionalmente. 
Mas mesmo assim, no meio dessa realização, toda mulher sonha em se casar com o homem perfeito; nem que seja só pra ter com quem se jogar no sofá depois do trabalho e cochilar durante o noticiário, ou para poder abraçar alguém forte depois de um pesadelo no meio da noite ou até mesmo para tomar chocolate quente num dia de chuva.
Ter é um verbo meio capitalista, mas eu não consigo evitar. Ter um homem ao lado não é a posse de um objeto, mas é ter um porto seguro, um ombro para chorar, uma voz firme que vive dizendo que te ama, um sorriso que só espera o seu para se abrir. 
O maior problema de ter um cara desses, é que vicia. É como uma heroína que você quer ter toda hora, de qualquer jeito. E quando passa um tempo longe, sente saudades imensas. Viver no mundo sem ele é como ser um peixe de água doce vivendo no mar. É assustador pensar assim. Toda a independência que almejamos fica em segundo plano, como um cenário em preto e branco esfumaçado.
Acho que dá para concluir que amor e independência são opostos, já que o verbo amar quando é usado verdadeiramente, está vinculado ao verbo necessitar.