Correndo pela areia nem sinti a chuva chegar, estava tão atordoada com tudo o que está acontecendo que não vai seria qualquer pertubaçãozinha que me irritaria.
Quando percebi que estava ficando ensopada e que não dava pra enxergar um metro através da cortina de chuva, parei de correr pra deixar a água levar meus sonhos ingênuos e para o vento me ajudar a colocar meus pensamentos em ordem.
Os meus planos agora parecem inalcançáveis e minha visão de futuro é vergonhosa de tão imatura e fora da realidade. Não sei mais no que apostar, na minha intuição ou no meu bom senso. Eles deveriam apontar para o mesmo lado? Eu não sei. Só sei que eu já estava completamente molhada como se tivesse mergulhado numa piscina.
Parou a chuva.
O calor abafa a praia mas as nuvens continuam lá tampando o sol. A paisagem ao meu redor começa a se mover, pois havia voltado a correr tomando cuidado pra desviar das conchas maiores que podem me machucar. E nao precisei mais me preocupar com o meu cabelo, agora que estava molhado nao bateria no meu olho como antes. Sigo a trilha dele na areia que o mar insistentemete tenta apagar,onda por onda mas ainda não alcança. Alguma hora eu vou alcançá-lo e eu espero que seja antes de a maré chegar nas pegadas. O ar úmido é sofocante e o clima pós-chuva é claustrofóbico.
Então, desisto.
É o que eu sempre faço mesmo, já sou experiente. Não é o que sempre me dizem, desde que eu tinha um pouco mais de um metro de altura? - Ah não leve a sério porque ela é fogo de palha, não dura muito. Mas tudo bem. Pelo menos de uma coisa eu sei: preciso achar a minha lenha.