...ninguém me aguentaria.
Esperar, esperar. Essa é a minha sina. Espero por férias, por amores, por emoção. Espero pelo sucesso, pela fama, pelo reconhecimento. Espero pelo futuro, esperando que seja melhor do que o passado, mas não igual ao presente. Espero ter boas ideias e saber coloca-las em ordem - que por sinal é o meu maior desafio -, espero que reconheçam que são boas, pois prefiro confiar na imaginação do que na inteligência. Inteligêcia pode-se adquirir por livros, e isso qualquer um que quiser pode ter, pode comprar. Já a criatividade, é minha. Também aguardo por coicidências, daquelas que nos desviam do caminho só pra decifrá-las.
Pra falar a verdade, o que eu mais espero, aguardo, ansio é a hora que eu vou poder ter utilidade real no mundo. É quando eu vou ter a autonomia de mudar o que acho que é errado, erros os quais muitos (inclusive eu) passam e fingem não ver. Simplesmente desviam o olhar como se outra coisa chamassem a atenção dos olhos. Vai ser a hora em que meu juízo vai agir como louco e quebrar barreiras, mexer em tabus. Minha sanidade vai querer me abandonar quando eu estiver prestes a alcançar esse sonho. Minhas palavras não vão ser como as de sempre: aquelas que caem desanimadas no chão depois de sair com preguiça pela boca. Não vão ser mais murmuradas, com vergonha de sair. Serão insistentes ao pedirem uma reação; do mesmo jeito que os nós dos dedos pedem quando batem numa porta.
Bom, me esperem. Eu vou incomodar. É serio.